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Estiagem leva Prefeitura a suspender regras de atracação no Terminal Hidroviário de Santarém

Terminal Hidroviário de Santarém - Joaquim da Costa Pereira Vanessa Conceição/Tv Tapajós A estiagem severa prevista para os próximos meses levou a Prefeit...

Estiagem leva Prefeitura a suspender regras de atracação no Terminal Hidroviário de Santarém
Estiagem leva Prefeitura a suspender regras de atracação no Terminal Hidroviário de Santarém (Foto: Reprodução)

Terminal Hidroviário de Santarém - Joaquim da Costa Pereira Vanessa Conceição/Tv Tapajós A estiagem severa prevista para os próximos meses levou a Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, a suspender temporariamente as regras de atracação no Terminal Hidroviário do município. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 13/2026 da Secretaria Municipal de Portos e Transporte Aquaviário (Sempta) e permanecerá em vigor até 31 de janeiro de 2027, ou até que as condições de navegabilidade sejam normalizadas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Com a decisão, fica suspensa, em caráter excepcional, a aplicação da Portaria Interna nº 05/2025, que disciplinava a organização das embarcações no terminal durante o período de dezembro a julho. Segundo o secretário municipal de Portos, João Paiva, a medida foi adotada de forma preventiva diante das previsões de uma estiagem severa e da necessidade de realizar intervenções na estrutura do terminal para evitar prejuízos semelhantes aos registrados em 2024. “Em 2024 tivemos prejuízos no porto. Com a seca intensa, os módulos ficaram apoiados na areia e sofreram rachaduras, exigindo reparos. Agora vamos retirar esses módulos para fazer a manutenção do leito e evitar novos danos”, explicou. De acordo com o secretário, durante o período de suspensão do layout atual, a concessionária responsável pela administração do terminal terá autonomia para organizar as atracações conforme as condições de operação e a disponibilidade dos berços, sempre observando as normas de segurança da navegação. A manutenção prevista não será uma dragagem. Conforme João Paiva, o serviço consistirá na retirada de areia e sedimentos acumulados no leito do rio durante o período chuvoso, material que compromete a operação das embarcações durante a vazante. Outro desafio apontado pela Sempta é o aumento no número de ferryboats que operam em Santarém. Segundo o secretário, em 2024 o município contava com menos embarcações desse tipo. Agora, a prefeitura busca junto ao governo federal a cessão da área do IP4, pertencente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), localizada entre o Terminal Hidroviário e o retroporto, para ampliar a capacidade de operação durante a estiagem. “Estamos em diálogo com Brasília para que essa área seja repassada ao município. Isso permitirá uma melhor organização das embarcações e dará mais condições para enfrentar o período de seca”, afirmou. João Paiva ressaltou ainda que os passageiros poderão perceber algumas mudanças durante esse período. Parte das operações poderá ser deslocada para o retroporto, área ao lado do terminal, que não oferece a mesma estrutura e comodidade disponível no Terminal Hidroviário. Apesar disso, a prefeitura afirma que trabalha em conjunto com a concessionária para reduzir os impactos aos usuários. A portaria estabelece que, encerrado o período de estiagem ou ao término do prazo de vigência da medida, a Portaria Interna nº 05/2025 voltará a produzir efeitos automaticamente, sem necessidade de publicação de um novo ato administrativo. Segundo a Sempta, a flexibilização das regras busca garantir a continuidade do transporte hidroviário, considerado essencial para a mobilidade de passageiros e o abastecimento de Santarém e de municípios da região, sem comprometer a segurança das operações durante o período de baixos níveis dos rios. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região